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Visando atuação nacional, diretor do Novo Hamburgo coloca base como integrador social

Entre clubes tradicionais e as forças do Rio Grande do Sul, o Top 10 do Ranking DaBase na Região Sul traz um destaque serrano. O Novo Hamburgo figura entre as bases mais vitoriosas do estado e tem no futebol uma forma de integração social.

Novo Hamburgo é o 10º colocado no Ranking DaBase Sul. Foto: MZ Artys/ Novo Hamburgo

O clube da região serrana gaúcha está consolidado na elite do estado não só no profissional, mas também com a garotada. A base anilada é a quinta melhor do Rio Grande do Sul e a décima do Sul, fruto de uma formação individual, coletiva e social. É o que destaca Jerônimo Freitas, diretor das categorias de base do Novo Hamburgo, que falou com exclusividade ao DaBase.com.br.

“Buscamos formar atletas para apresentar ao mercado e também servir o departamento profissional do Novo Hamburgo. Em paralelo a isso, desenvolver as aptidões físicas dos alunos e contribuir diretamente com um crescimento do sólido do humano e do cidadão que há em cada indivíduo”, disse.

Na visão do dirigente, o futebol não pode ser tratado apenas dentro das quatro linhas. Ele destaca os desafios na conciliação dos interesses de grupos tão diferentes socialmente e como o futebol pode diminuir os abismos econômicos.

“A distância entre as classes sociais é cultural e vivemos isso diariamente, porém temos no esporte a ferramenta mais eficiente na aproximação de classes, a coletividade. Semeamos constantemente a integração, o respeito, a igualdade e a cooperação”.

Para seguir gerando oportunidades aos jovens, o clube vai atuar em todo o país. Além das escolinhas e das avaliações realizadas em Novo Hamburgo, a diretoria acertou a contratação de um novo captador para buscar jovens em outras regiões do Brasil.

Jerônimo Freitas vê trabalho de base como forma de integração social. Foto: MZ Artys/ Novo Hamburgo

Odirlei Valim soma passagens por Ponte Preta, Guarani e Inter de Limeira e vai atuar na observação de novos talentos a nível nacional. Jerônimo explica o processo de captação do clube e destaca esse crescimento no mercado.

“Trabalhamos com a captação passiva, recebendo atletas que vêm até o clube buscando nossos serviços de escola de futebol, e com a captação ativa, monitorando e garimpando atletas através do network e também através do trabalho de um observado técnico, fruto de um projetor promissor de captação iniciado há alguns dias”, comentou.

Como um clube do interior do país, longe da elite nacional, o Novo Hamburgo sentiu ainda mais os efeitos da pandemia da COVID-19. Apesar da falta das competições oficiais, o diretor aponta o lado psicológico e social como os maiores agravantes do trabalho da base anilada.

“Os prejuízos são globais e inúmeros. Em se tratando de futebol os aspectos físicos e técnicos foram os mais afetados devido ao período de inatividade e os treinos que devem ser adaptados. Mas nada se compara a questão social e humana, com a perda de familiares e o distanciamento social onde os prejuízos psicológicos e emocionais podem ser permanentes”.

Com as dificuldades, a manutenção do futebol profissional na elite estadual é fundamental. O Novo Hamburgo briga contra o rebaixamento no Gauchão para manter o nível de investimento. No entanto, Jerônimo Freitas afirma que a satisfação no trabalho é algo que garante a qualidade na formação de atletas.

“É fundamental termos um clube forte no todo, o futebol profissional é muito importante para a imagem e os trabalhos de base. Mas sempre primamos pela qualidade do serviço prestado, seja na escolinha ou na base. A satisfação do pai, do aluno, do professor, do colaborador, assim como a colocação de atletas no mercado de elite do futebol brasileiro, são as diretrizes utilizadas para a busca da autossustentabilidade da base anilada”, concluiu.

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