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Técnico do sub-20 do Flamengo explica trabalho de interação base-profissional

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Foto: Flamengo/Divulgação

 O Site Oficial do Flamengo conversou com Zé Ricardo, técnico do sub-20, para saber mais sobre o time e o trabalho que vem sendo feito com o qualificado grupo de atletas. Confira a entrevista:

Quais são as expectativas da comissão técnica para o Brasileirão sub-20?

Zé Ricardo: A expectativa é boa. A gente sabe que as 20 equipes são fortes e nós caímos numa chave bastante difícil, com Grêmio, Corinthians, Vitória e Coritiba, que são clubes com muita tradição na base. A gente tem certeza que vai ser uma competição difícil, dar um prognóstico para os dois classificados fica um pouco difícil. Lógico que a gente vai jogar para tentar esta classificação, mas é uma competição de alto nível. Acho que a gente está bem, estamos passando por um momento bom, apesar de desfalques de jogadores que estão na Seleção, alguns estão no time principal do Flamengo também. Temos uma expectativa boa, mas sabendo que temos que ter cautela por que todos os jogos serão difíceis e todo detalhe vai fazer diferença.

Quais são os desafios de administrar um grupo que disputa ao mesmo tempo duas competições longas – Taça Rio e Brasileirão?

Lá atrás, no início da montagem do plantel, a gente já vinha dizendo para eles que isso ia acontecer. A conquista da Taça Guanabara foi importantíssima para a gente colocar em prática nosso planejamento, onde já tínhamos definido de fazer alguns jogadores revezarem, descansarem para os jogos mais importantes. Conseguimos fazer isso agora, nas cinco primeiras rodadas da Taça Rio. E os jogadores foram muito bem, chegamos em uma situação de lutar pela liderança da Taça Rio com o Botafogo, então a gente acredita que eles estão preparados para passar por isso, por que eles sabem que quando se chega na categoria de juniores todos têm que estar em condição de jogar. A gente conseguiu dar tempo de jogo para que todos estejam com ritmo, e a gente espera que isso faça a diferença.

Foto: Flamengo/Divulgação
Foto: Flamengo/Divulgação

Quando você assumiu, o time sub-20 tinha sofrido recentemente uma goleada em clássico e vivia um momento difícil. Com você no comando, o time conquistou o Torneio Octávio Pinto Guimarães de 2014, a Taça Guanabara de 2015, luta pela Taça Rio e vem com bons resultados. Qual você julga ter sido a principal mudança que você trouxe à equipe para que ela conseguisse esta reviravolta?

A base do elenco é a mesma. Acho que mudaram poucas peças, mas a base é a mesma. O que a gente procurou fazer foi passar tranquilidade para eles, percebemos o grupo um pouco ansioso pelos acontecimentos, isto estava realmente atrapalhando. Acho que a mudança do ambiente foi o principal fator para que a gente pudesse trabalhar com mais tranquilidade. Logicamente, com os resultados vindo é melhor para que a gente possa seguir o planejamento que já tinha sido estabelecido.

Uma coisa que a torcida gosta e procura saber é sobre a integração entre as categorias. Como é feita hoje esta transição – tanto de categorias inferiores para o sub-20 quanto do sub-20 para o profissional?

A integração acontece por si só. A gente trabalha no campo ao lado do profissional nos mesmos horários. Isso é uma norma que foi estabelecida pela direção para que não só os jogadores pudessem ter os exemplos ao visualizar nossa equipe do profissional como também nós pudéssemos atender aos meninos. Isso facilita muito, por que com eles estando próximos ao profissional, a nossa cobrança de responsabilidade que eles têm que ter no dia a dia dentro e fora do campo é facilitada. Eles percebem que o jogador que não se cuidar dentro e fora de campo tem menos possibilidade de ter sucesso. A gente investiu em treinamento, criamos uma cultura onde o treinamento é mais importante que o jogo em si, porque acaba sendo parte do jogo. Se você treina bem, a tendência de jogar bem também é muito grande. A gente tem cobrado desde o início muito ritmo e muita intensidade nos treinamentos, e isso também ajudou. A gente tem na coordenação, do Léo Inácio (dos juniores) e do Cadu Borges (das categorias inferiores), um trabalho totalmente integrado, eles dividem até a mesma sala, então fica muito fácil para a gente quando precisamos usar algum garoto de categoria abaixo. Assim como a proximidade com o profissional facilita quando eles precisam. Como se pode ver, começaram a usar mais jogadores dos juniores na equipe profissional. Acho que é importantíssima essa oportunidade de trabalhar, jogando no profissional, tendo mais visibilidade a nível nacional. Acredito que este tenha sido um dos pontos observados pela CBF na hora de convocar dois jogadores nossos para o Mundial sub-20.

Para finalizar, como você vê a participação de dois jogadores com quem você trabalha e treina no Mundial? Vê como um reconhecimento do trabalho feito por você e por toda a comissão técnica do Flamengo?

Com certeza, é um trabalho de todos nós, uma coisa vai gerando outra. Isso também foi um fato que a gente mostrou para os jogadores e conscientizamos eles. Que um coisa ia acarretar outra. Fico muito feliz por ver os garotos lá, mostramos que nós da comissão estamos aqui como agentes facilitadores para que eles possam alcançar os objetivos deles. Fico muito feliz por vê-los lá, acho que têm chances de jogar no Mundial e vai ser uma grande experiência para eles.

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