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#TBT: Meia-atacante relembra geração do Santos bicampeã da Copa São Paulo

Quinta-feira é dia de relembrar grandes momentos do passado. Há sete anos, o Santos apresentava uma geração brilhante na categoria sub-20. Comandados por Neílton, Diego Cardoso e Stéfano Yuri, os Meninos da Vila conquistaram o bicampeonato da Copa São Paulo, em 2013 e 2014, além da Copa do Brasil sub-20 de 2013.

Santos conquistou Copinha em 2013. Foto: Site Oficial do Santos

Com uma equipe recheada de promessas, das quais muitos viraram jogadores de grandes clubes brasileiros, o Peixe mostrou um ataque avassalador e uma equipe muito bem organizada em campo, fruto dos trabalhos e Claudinei Oliveira e Alexandre Macia, o Pepinho. O time parecia ter uma sintonia perfeita, sendo predestinado à vitória. É o que relata Victor Pucinelli, que fez parte das campanhas vitoriosas na Copa do Brasil e na Copinha de 2014.

“O time, além de muito bom individualmente, se conhecia muito. Poderia trocar uma, duas, até cinco peças, que a equipe continuava muito forte. Além disso, era um time que não sei o porquê, mas era predestinado à vitória, parecia que ganharia os jogos quando quisesse. E não é desmerecer nenhum adversário, mesmo porque enfrentamos times muito bons. Porém na hora que precisava, a gente crescia. Talvez fosse a água da V ila Belmiro (risos)”, conta Victor.

Talento individual era o que não faltava naquela equipe. Entre alguns exemplos, nomes como Léo Cittadini, Zeca, Alisson e Neílton tiveram boas passagens pelo próprio Peixe e em outros clubes da elite do Brasil, além de Emerson Palmieri, hoje jogador do Chelsea-ING e da Seleção Italiana.

Dessa turma, Pucinelli tem boas histórias. Ele relembra uma passagem na preleção de um duelo por uma competição regional. “Tínhamos um jogo no domingo cedo e, no sábado à noite, teve jogador que foi para a balada. Depois, foi direto para o jogo bêbado. Aí, na a preleção, ele não estava conseguindo ficar com os olhos abertos. Então, se debruçou sobre os joelhos e fechou os olhos. Após uns cinco minutos, o treinador percebeu e chamou a atenção dele. Ele levantou a cabeça assustado e falou que estava rezando para a gente ganhar (risos)”.

COPA SÃO PAULO 2013

A primeira das três conquistas dessa geração foi em janeiro de 2013, na Copa São Paulo. O Peixe passou pela primeira fase com vitórias  sobre o Remo-PA (3 a 0) e São Mateus-ES (1 a 0), além de um empate sem gols com o Santa Rita-AL. Na primeira etapa do mata-mata, goleada de virada sobre o Náutico, por 5 a 1. Mas depois disso, os obstáculos começaram a aumentar.

Nas oitavas de final, o Santos empatou por 1 a 1 com o Grêmio Osasco-SP e avançou após vitória por 4 a 3 nos pênaltis. Nas quartas, novamente a vaga foi decidida na marca da cal. Vitória após o Peixe buscar o empate no fim do jogo diante do Audax-SP.

A semifinal guardou um clássico, que foi decidido pela mais nova estrela da base santista. Com três gols de Neílton, o time bateu o Palmeiras por 3 a 2 e foi à sua quarta final. Na decisão, Pedro Castro, Neílton e Giva marcaram e garantiram o triunfo por 3 a 1 sobre o Goiás e o segundo título da equipe.

COPA DO BRASIL SUB-20 2013

Mias taças viriam para o litoral em 2013. No fim do ano, o Santos entrou na disputa da Copa do Brasil sub-20 como um dos favoritos. Já sob o comando de Pepinho, que era auxiliar na Copa SP e assumiu a vaga de Claudinei Oliveira, o time passou pelas três primeiras fases com segurança. Duas vitórias diante do Avaí (2 a 1 e 3 a 0), vitória e empate diante do Internacional (2 a 2 em casa, 2 a 0 no Sul) e vitória e empate frente ao Bahia (1 a 0 fora, 1 a 1 em casa).

Já a semifinal guardou um dos momentos mais especiais da equipe. Para Victor Pucinelli, foi um dos jogos mais marcantes de sua carreira no Peixe. “No jogo de ida, perdemos para o Atlético-MG fora de casa, por 2 a 0. Na volta, na Vila tomamos 1 a 0 logo no começo, então teríamos que fazer quatro gols pra classificar. Conseguimos, vencemos por 6 a 1”.

Na final, mais emoção. O Alvinegro bateu o Criciúma-SC por 2 a 0 no duelo de ida, em casa. Em Santa Catarina, um susto na etapa inicial: o Tigre deu o troco e abriu 2 a 0 no placar. No início do segundo tempo, Misael Bueno descontou e deu um alívio. O Criciúma até fez o terceiro nos acréscimos, mas pelo gol fora de casa o Peixe levou mais um troféu. Destaque e autor de um gol na primeira final, Diego Cardoso foi o artilheiro do torneio, com nove gols.

Victor falou sobre momentos marcantes da conquista. Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo

COPA SÃO PAULO 2014

Com novos nomes e alguns remanescentes, o Peixe não deu chance aos adversários. Com uma campanha impecável a equipe foi campeã com 100% de aproveitamento e um ataque impressionante. Foram 29 gols marcados e apenas três sofridos em oito jogos, além de cinco partidas com placares de pelo menos três gols de vantagem.

A campanha do bi começou com uma goelada por 8 a 0 sobre o Alecrim-RN, com direito a quatro gols de Diego Cardoso e três de Stéfano Yuri. Depois, vitórias sobre o Capital-DF por 2 a 0 e Criciúma-SC, por 3 a 1. Na primeira fase de mata-mata, o início da sequência de placares elásticos. 4 a 0 sobre o Kashiwa Reysol, do Japão. Nas oitavas, 4 a 1 sobre o Grêmio Osasco-SP e, nas quartas, 3 a 0 diante do Taboão da Serra-SP.

A semifinal foi disputada contra um adversário já conhecido. O Atlético-MG, superado na semifinal da Copa do Brasil do ano anterior. Dessa vez, o Peixe não sofreu fortes emoções. Vitória por 3 a 0 e vaga na decisão.

O terceiro titulo do Peixe na Copinha veio com uma vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians. Diego Cardoso e Serginho marcaram no primeiro tempo. Malcon descontou para o Timãozinho, que pressionou, mas não tirou a taça da Baixada. Mais uma vez, o poderoso ataque consagrou artilheiros. Ao lado de Gustagol, do Taboão, Stéfano Yuri e Diego Cardoso marcaram nove gols e foram destaque na terceira e última conquista de mais uma geração de ouro dos Meninos da Vila.

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