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#TBT: Goleiro campeão da Copa São Paulo de 2008 relembra título do Figueirense

Quinta-feira é dia de relembrar grandes momentos do passado. Há doze anos, o Figueirense surpreendia o Brasil e conquistava um título inédito. O Furacão do Estreito foi campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2008 com a marca de uma forte defesa.

Conquista do Figueirense completou doze anos. Foto: Reprodução/GE

Com apenas três gols sofridos, os catarinenses tiveram a melhor defesa da competição. Nada mais justo, nesse caso, que o destaque da Copinha fosse o camisa 1. O goleiro Gustavo Silva, hoje com 31 anos e atuando pelo Atibaia-SP, relembrou grandes momentos da campanha e confessou que a conquista não era esperada.

“Para nós jogadores foi uma surpresa grande. Era um time que não tinha atletas de nome no cenário nacional, não tinha visibilidade como um Palmeiras, um São Paulo. Mas valeu nossa entrega, nossa dedicação nos treinamentos. O grupo também comprou a ideia que o professor Micale implantou e deu tudo certo”, declarou.

O professor Micale, ao qual Gustavo se refere, foi um dos profissionais mais bem-sucedidos daquela equipe. Rogério Micale, treinador campeão olímpico com a Seleção Brasileira em 2016, já afirmou em outras entrevistas que a conquista com o Figueirense foi a mais emblemática da carreira. E o estilo adotado pelo técnico foi resumido pelo goleiro: mentalidade era não sofrer gols.

“O Micale dispensa comentários. Ele era um treinador que cobrava muito, mas era muito parceiro dos jogadores. Conversava, nos orientava, instruía muito. Na maioria dos jogos, ele falava ‘se nós fizermos um gol, não podemos tomar. Se ganharmos todas de 1 a 0, seremos campeões’. Fomos com a mentalidade de não sofrer gols e assim que surgisse a oportunidade, matávamos o jogo”.

Por trás da comissão técnica de Rogério Micale, havia outros nomes fundamentais para a campanha. E um deles foi destacado por Gustavo. “O professor Joseval (Joseval Vieira) foi um excelente preparador de goleiros. Sou grato a Deus por ter conhecido ele na época. Ele me ajudou muito, acreditou no meu trabalho, no que eu poderia desempenhar nos jogos. Sou muito grato”.

Apesar do sucesso da comissão técnica, poucos jogadores conseguiram manter uma carreira profissional regular. Além de Gustavo, nomes como Talhetti, Marquinhos, Marcelo e Massari rodaram o interior do Brasil, mas não se firmaram. O jogador de maior destaque foi o lateral-esquerdo William Matheus, que hoje defende o Coritiba.

Goleiro Gustavo Silva comemora título em 2008. Foto: Arquivo Pessoal

Para chegar ao título inédito, o Figueirense superou oito adversários diferentes. Na primeira fase, a equipe avançou com duas vitórias e uma derrota (a única no torneio). Estreou com triunfo sobre o Vila Nova-GO por 2 a 0. Goleou o Vilavelhense-ES na segunda rodada por 4 a 1 e foi derrotado pelo Pão de Açúcar-SP, por 1 a 0, no fim da primeira fase.

O mata-mata começou com uma pedreira pela frente. Mas o Furacão do Estreito bateu o Palmeiras por 1 a 0 e avançou às oitavas de final, onde derrotou o União São João-SP por 2 a 1. Nas quartas, mais uma vitória sobre paulistas: 1 a 0 diante do São Carlos.

A semifinal prometia outro confronto duro. Frente ao São Paulo, os catarinenses contaram mais uma vez com o brilho de seu goleiro. É o que lembra Gustavo, em um lance que não sai de sua memória. “Minha principal lembrança é daquele jogo contra o São Paulo em que eu pude ajudar minha equipe com uma sequência de defesas. Lembro até hoje que o Ronieri subiu de cabeça, eu fiz a defesa, a bola sobrou para ele e eu defendi de novo”.

As defesas garantiram a vitória por 1 a 0 e a passagem para a decisão, que seria diante de outra surpresa: o Rio Branco, do interior paulista. Na decisão, no entanto, a vitória foi mais folgada. Com gols de Marcelo e Marquinhos, o Alvinegro venceu por 2 a 0 e sagrou-se campeão da Copa São Paulo de 2008. Um título inesquecível e marcante na história do clube.

!Até hoje, quando vou para Florianópolis, as pessoas falam ‘é o Gustavo, campeão da Copa São Paulo’. Sou muito grato por poder ter marcado meu nome na história desse clube. Sou apaixonado pelo Figueirense, um clube que me deu projeção para o futebol mundial, já que depois da conquista eu fui para o Porto (de Portugal), me abriu as portas. Quem sabe um dia eu possa voltar a jogar lá, disputar mais um campeonato. É um sonho que tenho, ajudar o Figueirense a ganhar mais um título”, conclui Gustavo Silva, um dos frutos que o Furacão proporcionou ao futebol.

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