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Precisamos falar do sucesso dos baianos; principalmente dos que estão no Palmeiras

O futebol de base no Brasil vem sofrendo intervenções positivas e interessantes nos últimos anos.

A começar pela mobilização de dirigentes para a construção de um calendário digno e a consequente atenção dada pela CBF. Palmas!

A própria imprensa também tem se mobilizado mais. Essa mudança na organização gerou mais competições de um bom nível e, com isso, possibilidades novas de retorno para patrocinadores e empresas de transmissão.

O futebol de base, de fato, chegou na casa do brasileiro.

E, com mais investimento e tesão dos clubes em viver, efetivamente, as categorias iniciais, a movimentação de profissionais de um clube para o outro se tornou cada vez mais intensa.

Aquele discurso de “a função da base é revelar” tem mudado. Todo mundo quer – também – ganhar competições.

Então, os bons (ou não tão assim) profissionais viraram personagens de notícias (aqui no site, por exemplo). E, de um tempo pra cá, as que me chamaram bastante atenção foram aquelas vindas do Palmeiras.

Depois da chegada do baiano João Paulo Sampaio ao comando da base alviverde, vários profissionais conterrâneos do gestor chegaram também.

Estão no clube, além dele: Wesley Carvalho (treinador do sub-20), Gilmey Aymberê (auxiliar técnico do sub-20), Ricardo Palmeira (treinador de goleiros do sub-20), Hamilton Mendes (treinador do sub-16), Sergio Passarinho e Dedimar Coutinho (captação) e Elieser Ferreira (roupeiro).

Bom? Sim. Excelente! Nos últimos anos, o Palmeiras assumiu o protagonismo no futebol de base do país. É líder do Ranking DaBase, por sinal.

Profissionais baianos são destaque no Palmeiras (Foto: DaBase.com.br)

Atletas foram revelados. Mas o cheirinho de título (com título, não só o cheirinho) é algo permanente no Porco.

A pergunta é: Por que será que essa tropa pra lá de competente não “serviu” pros clubes baianos?

Prefiro acreditar que eles estão em sobra no mercado.

O Bahia passou por uma reformulação recente e tem um misto de pratas da casa e de fora. Ainda acho que pode aproveitar mais essa galera da “terrinha”.

No Vitória, segue a tradição de também lançar profissionais ao mercado. Por isso, muito filho da terra.

As feras do Leão de Salvador, aliás, tem uma nova oportunidade de mostrar valor. Vem aí mais uma final. A do Brasileiro Sub-20. Contra quem? Contra o Palmeiras dos baianos.

É certo, então, que teremos comemoração regada a muito dendê.

Fica, aqui, portanto, a reflexão: será que o melhor remédio para os baianos não são os próprios baianos?

O paulista Palmeiras parece ter a resposta.

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