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No dia do treinador, relembre dez nomes que se destacaram na base antes de chegarem ao profissional

O dia 14 de janeiro é muito especial para os professores do futebol. Nesta quinta, se comemora o dia do treinador de futebol, um reconhecimento merecido a quem sofre com a pressão por resultados e desempenho e ainda têm que atuar como gestores, pais e conselheiros dentro e fora de campo.

Lisca treinou o Inter B em 2007. Foto: Divulgação/ Internacional

Para celebrar a data, o DaBase.com.br listou dez nomes que começaram nas categorias de base, se destacaram e subiram a montanha do futebol profissional para fazer sucesso em seus times. A seleção traz nomes que disputam títulos na atual temporada e outros destaques das séries A e B do Brasileirão.

Confira a lista abaixo:

1 – Abel Ferreira

Abel Ferreira iniciou sua carreira no SC Braga. Foto: Divulgação/ SC Braga

Nada mais justo que começar com um dos principais técnicos do futebol nacional atualmente. Em pouco mais de dois meses no cargo, o português Abel Ferreira levou o Palmeiras às finais da Copa do Brasil e da Libertadores, além de seguir vivo na briga pelo título do Brasileirão. O ex-jogador começou sua carreira fora das quatro linhas comandando os times B de Sporting e Braga, seus dois ex-clubes como atleta. Ele ainda passou pelas equipes profissionais do Braga e do PAOK, da Grécia, antes de vir ao Brasil e comandar um time cheio de revelações da base.

2 – Guto Ferreira

Guto Ferreira trabalhou na base do Inter nos anos 90. Foto: Divulgação

Outro destaque na temporada é Guto Ferreira, comandante do Ceará, que briga por uma vaga na Libertadores. Antes de chegar à Série A, porém, ele iniciou sua trajetória na base do XV de Piracicaba, passando por São Paulo e Internacional nos anos 90. Entre trabalhos como auxiliar e em clubes pequenos, o técnico ganhou destaque na Ponte Preta em 2012 e, desde então, já treinou Internacional, Chapecoense, Bahia, Sport e o Vozão, onde conquistou a Copa do Nordeste de 2020.

3 – Eduardo Barroca

Eduardo Barroca treinou o sub-20 do Botafogo até 2018. Foto: Divulgação

Um técnico que precisou galgar muitas etapas nas categorias de base antes de chegar ao futebol profissional é Eduardo Barroca. Atualmente no Botafogo, ele começou sua trajetória em pequenos times do Rio, como Audax e Madureira, e voltou ao estado após  um ano no comando do sub-17 do Corinthians. Sua carreira decolou com o título brasileiro sub-20 pelo Botafogo em 2016 e a boa passagem no sub-20 corintiano duas temporadas depois, que o levaram ao profissional botafoguense em 2019.

4 – Felipe Conceição

Felipe Conceição foi vice-campeão da Copa do Brasil Sub-17 de 2015 pelo Botafogo. Foto: Divulgação/ Botafogo

Enquanto Barroca crescia na categoria sub-20, Felipe Conceição caminhava paralelamente dentro do  Botafogo, porém com uma trajetória bem diferente. Hoje no comando do Guarani, que briga pelo acesso à Série A do Brasileirão, o técnico foi jogador do Alvinegro carioca e de diversos clubes brasileiros até 2011. Como treinador, ele chegou ao time sub-15 botafoguense em 2013, passou um período no sub-17 e foi alçado ao profissional – primeiro como auxiliar e, em 2018, como comandante principal. O profissional ainda passou por Macaé, América-MG e Red Bull Bragantino antes de assumir o Bugre nesta temporada.

5 – Claudinei Oliveira

Claudinei fez a transição da base para o profissional em 2013. Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/ Santos

Assim como Conceição, Claudinei Oliveira briga pelo acesso à Série A. Comandante do Avaí, porém, ele teve uma careira pouco expressiva como atleta e foi se destacar no palco em que jovens de todo o Brasil costumam mirar: a Copa São Paulo. O treinador chegou ao sub-15 do Santos em 2009, passou pelo sub-17 e conquistou o título da Copinha de 2013 com o sub-20. Alçado ao profissional no mesmo ano, o técnico passou por diversos clubes das séries A e B nos últimos anos e tenta se firmar no cenário nacional.

6 – Enderson Moreira

Enderson Moreira foi campeão da Copinha em 2007. Foto: Reprodução/ Youtube

Se o campeão da Copa São Paulo de 2013 tenta levar seu time à Série A, o vencedor do torneio em 2007 quer manter o Fortaleza na primeira divisão. Enderson Moreira começou sua carreira no Cruzeiro, onde conquistou a Copinha. Ele ainda passou pela base de Ipatinga, América-MG e Internacional antes de iniciar sua trajetória no futebol profissional em 2011, pelo Goiás. Entre passagens de destaque por times das séries A e B, o técnico tenta se recuperar de um 2020 ruim no Leão do Pici.

7 – Marcelo Chamusca

Marcelo Chamusca treinou o Salgueiro em 2013. Foto: Max Haack

Enderson chegou ao Fortaleza logo após a demissão de Marcelo Chamusca, outro nome que teve importante passagem pelas categorias de base antes de chegar ao futebol profissional. Ele foi técnico dos times sub-17 e sub-20 do Vitória, Sport, e Bahia entre 1993 e 2002 e ainda passou cerca de dez anos como auxiliar do irmão Péricles Chamusca até assumir o cargo de treinador principal em 2012, no Vitória da Conquista. Entre passagens importantes no Nordeste e por times da segunda divisão, ele é um dos responsáveis pela boa campanha do Cuiabá na Série B.

8 – Tiago Nunes

Tiago Nunes passou pelo Grêmio em 2013. Foto: Divulgação/ Grêmio

Tiago Nunes precisou de menos tempo que os companheiros para levar o bom trabalho na base ao profissional , mas também foi vítima da pressão do cargo. Após iniciar sua trajetória em pequenos clubes do interior do país, o treinador engatou sua carreira ao assumir o sub-20 do Grêmio em  2013. Ele ainda teve passagens pela base de Ferroviária e Juventude e uma curta volta ao profissional no Rio Grande do Sul antes de chegar ao Athletico-PR para treinar o sub-23. Promovido à equipe principal, ele conquistou Sul-Americana e Copa do Brasil com vários atletas oriundos da base. O técnico estava no Corinthians até setembro, quando foi demitido.

9 – Zé Ricardo

Zé Ricardo conquistou a Copa São Paulo de 20116. Foto: Bruno Rocha

Quem também procura um novo clube é Zé Ricardo. O profissional, no entanto, tem a trajetória mais distinta entre os nomes da lista. Ele iniciou sua carreira no futsal do Vasco e fez a transição para o campo no Flamengo, em 2005. Entre uma curta passagem pelo Audax-Rio, o treinador ficou cerca de dez anos na Gávea, sendo promovido ao time profissional após conquistar a Copa São Paulo de 2016. Após o vice-campeonato brasileiro daquele ano, porém, ele não se firmou no cargo, acumulando altos e baixos em trabalhos no Vasco, Botafogo, Fortaleza e Internacional.

10 – Lisca

Lisca treinou o Inter B em 2007. Foto: Divulgação/ Internacional

Para fechar a lista, um dos melhores trabalhos no futebol brasileiro nesta temporada já fazia suas “loucuras” – e executava suas boas ideias – na base nos anos 90. Lisca, hoje líder da Série B com o América-MG, iniciou sua trajetória no Internacional, onde trabalhou cerca de dez anos. Após passagens pela base de São Paulo, Grêmio, Fluminense e uma volta ao Colorado, ele se tornou técnico de equipes profissionais de maneira definitiva em 2007, no Brasil de Pelotas. Entre bons trabalhos nas divisões inferiores e campanhas de recuperação, com destaque para os trabalhos no Ceará, ele estará de volta à Série A em 2021 para se firmar de vez no cenário nacional.

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