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Joia do Botafogo se inspira em jogador alemão e quer ser o melhor do mundo na sua posição

Historicamente, o Botafogo é um dos clubes brasileiros que costuma revelar a cada ano uma grande quantidade de bons jogadores das suas categorias de base. Nos últimos anos, não tem sido diferente; Vários garotos tem surgido no elenco principal do Alvinegro de General Severiano, e ganhado destaque, alguns até indo pra fora de imediato.

Recentemente, o elenco sub-20 do ‘Fogão’ venceu a Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca da categoria, de uma forma quase implacável, perdendo apenas uma partida em 19 disputadas. Elemento chave nesse elenco, Fernando Costanza é o titular da lateral direita, e com apenas 17 anos, já teve a oportunidade até de aparecer no elenco principal do time carioca.

Foto: Vitor Silva/ Botafogo Press

Num rápido bate-papo com o DaBase, o jogador, que está no mundo do futebol desde os 7 anos e só passou por dois clubes, conta como tem se preparado para alçar sua carreira em breve, já que, mesmo tão jovem, tá tem ganhado destaque no time, e ganhou a atenção do técnico Ricardo Gomes, sendo escolhido para uma partida do time principal aos 17 anos.

Confira o Bate-papo com o jovem atleta:

DB: Começa contando um pouco da sua história pra gente. Com quantos anos você decidiu que queria ser jogador? Alguém da sua família te apoiou? Alguém foi contra?

FC: Desde que eu comecei a jogar bola com 6 ou 7 anos, já sonhava em ser jogador. Sempre tive o apoio de toda minha família, eles sempre fizeram tudo que era possível e às vezes até o “impossível” para que eu desse cada vez um passo a mais em busca do meu sonho.

DB: Desde o início da carreira, por onde você passou? quais títulos já ganhou?

FC: Comecei no Fluminense e hoje estou no Botafogo. Já ganhei bastantes títulos no futsal e no campo pelo Fluminense já ganhei dois torneios no Espírito Santo, um torneio Rio/Minas e a Copa Danone, na etapa estadual e nacional, e terceiro colocado na etapa mundial. Já pelo Botafogo foram 2 títulos: OPG Sub-20 em 2015 e a Taça Guanabara sub-20 em 2016, além do Vice-Campeonato da Copa do Brasil sub-17 em 2015.

Fotos: Vitor Silva/ Botafogo Press

DB: Com apenas 17 anos, você já é titular do time sub-20 do seu atual clube, não é muito comum isso acontecer, e isso mostra que você tem muito potencial. Se você pudesse definir o Fernando jogador em poucas palavras, como seria?

FC: Eu me definiria como um jogador muito dedicado e que trabalha muito pra alcançar os meus objetivos.

DB: Garotos na sua idade costumam ter muitos sonhos, jogar fora, seleção, sustentar a família, qual o seu grande sonho?

FC: Ser um grande jogador e ser o melhor da minha posição, esse é meu maior sonho, além de representar a seleção em diversos campeonatos, ganhar muitos títulos e etc.

DB: E os estudos? Você continua na escola? tá perto de concluir? O clube cobra de vocês jogadores que continuem frequentando a escola? 

FC: Continuo estudando, estou no 3º ano do ensino médio. É muito difícil conciliar os estudos com o futebol, mas eu tenho em mente que é importante concluir a escola. É cobrado sim, no Botafogo temos a nossa assistente social, Maristela, que está sempre procurando conversar com os atletas sobre os estudos, a importância de concluir a escola e etc.

DB: Existe alguma preparação feita pelo clube ou por quem agencia a sua carreira, para que você estude outras línguas, outros costumes, para uma possível transferência para o exterior no futuro?

FC: Meu pai sempre me falou que é importante saber falar outras línguas, não só para o futebol, mas para qualquer profissão. Por isso ele sempre me colocou em cursos de inglês para que eu aprendesse a língua.

Foto: Vitor Silva/ Botafogo Press

DB: O fato de ter passado por apenas dois clubes em 10 anos jogando futebol, pesa na hora de se adaptar a um novo estilo de jogo quando muda de categoria ou quando o time muda de treinador?

FC: Com certeza! Estando no clube há bastante tempo você já conhece os jogadores com quem irá jogar, já sabe mais ou menos o padrão de jogo que é cobrado, e isso facilita bastante a adaptação.

DB: Muitos garotos formados na base dos clubes brasileiros tem debandado pra fora do país pra jogar em ligas menores, e alguns, conseguem algum sucesso algum tempo depois, quando se destacam e conseguem chegar num time grande. Se você tivesse a chance de seguir esse caminho, o que faria?

FC: Faria o que eu visse que seria o melhor para mim, depende muito do momento que o jogador vive onde está. No momento estou feliz aqui no Botafogo e estou vivenciando boas coisas, além de que, tenho o desejo de chegar aos profissionais do clube.

DB: Você costuma se inspirar em algum jogador? quem e por quê?

FC: Eu gosto de diversos jogadores, até mesmo daqueles que não são da minha posição, sempre procuro ver o que um jogador faz de bom, para que eu possa fazer também. Da minha posição eu gosto muito do Philipp Lahm, que é um jogador com boa técnica, bem versátil e que indiscutivelmente teve sucesso em sua carreira.

DB: O que o Botafogo tem que outros clubes não tem hoje no futebol de base do país?

FC: Não conheço o trabalho de todos os clubes do Brasil, mas no Botafogo nós contamos com um suporte muito bom de todas as áreas, desde a direção, até a comissão técnica, nutrição, psicologia, departamento médico. E tem dado resultado, o clube está sempre procurando dar a melhor assistência para a gente.

DB: Se pudesse deixar um conselho pra mais garotos que assim como você, sonham seguir a profissão de jogador, o que você diria pra eles?

FC: Que nada na vida é impossível se você acredita que pode.

Foto: Arquivo Pessoal

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