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IberCup terá calendário fixo com competições estaduais em 2021

2020 foi um ano difícil para as categorias menores. Sem competições a nível nacional, os pequenos atletas entraram em modo de espera, atrás de novas oportunidades. Mas se depender da IberCup, 2021 será bem diferente. Um dos maiores torneios do mundo realizará etapas estaduais e nacionais a partir deste ano.

IberCup já realizou duas etapas em São Paulo. Foto: Divulgação/ IberCup

A IberLeague é a mais nova iniciativa da IberCup no Brasil. A competição terá etapas semestrais em treze estados do país, com disputas classificatórias para uma etapa nacional, a qual acontecerá em formato de Copa, assim como a IberCup.

Os vencedores do Brasileiro garantirão vaga no torneio internacional, promovendo a possibilidade da participação de mais equipes e atletas. A perspectiva, segundo o diretor da IberCup no Brasil, Márcio Lima, é de expandir para todos os estados e países sul-americanos, reunindo 1500 times e 20 mil atletas, como ele conta em entrevista exclusiva ao DaBase.com.br.

“Foi nesse período de pandemia que visualizamos uma carência no futebol brasileiro, de calendário fixo para as categorias inferiores. Assim surgiu a IberLeague. A expectativa é atuar em todos os estados e seguir expandindo para os países da América do Sul. Os produtos são ciclos, com etapas voltadas para os estados, depois a brasileira e, posteriormente, mundial”, explicou.

Um dos maiores desafios da organização será a pandemia, que mudou todo o calendário de 2020. A IberCup tinha em seus planos realizar a primeira edição do torneio no Rio de Janeiro, cancelada devido à COVID-19.

Para 2021, o torneio também não realizará a etapa de Porto Alegre, que aconteceria neste mês de janeiro. Segundo Márcio, todos os cuidados de segurança estão sendo tomados, incluindo a transmissão das partidas, sem perder o espírito de intercâmbio esportivo e cultural entre os jovens.

“Temos dado uma atenção especial [às questões sanitárias da competição]. O público é grande, com pais familiares, principalmente pela faixa etária. Diante desse cenário, tomamos cuidados especiais, não só os básicos, como álcool em gel, máscara, distanciamento, medição de temperatura, além do limite de público. Estamos fechando um acordo para transmissão dos jogos pra que os pais possam acompanhar os filhos de casa”.

“Oferecemos uma área de entretenimento, uma fan zone, área de serviço, a experiência ao atleta, como futuro jogador ou cidadão. Isso faz por necessário, ter experiência fora de campo, já que são tantos países e culturas. Priorizamos esse espaço para que os jovens possam passar tempo no complexo, interagindo com diversas crianças, um intercâmbio esportivo e cultural”, completou.

Primeira edição da IberCup foi realizada no Rio Grande do Sul. Foto: Divulgação/ IberCup

A IberCup começou com torneios na Europa há onze anos e chegou ao Brasil em 2018, em Porto Alegre. A competição desembarcou em São Paulo no semestre seguinte, reunindo 188 times de 20 países e cerca de 50 mil pessoas, além de trazer pela primeira vez uma categoria feminina, com 15 equipes sub-12.

Em 2021, uma das novidades da IberCup será a parceria com o DaBase.com.br, que fará coberturas exclusivas dos campeonatos. Márcio Lima exaltou a presença do portal e ressaltou a importância do cuidado com as categorias menores na formação de atletas.

“É fundamental que tenhamos cobertura, para que a base tenha mais espaço. Sabemos como é importante o trabalho de formação, não somente ter informações dos que chegam ao profissional, mas também a trajetória. Por isso é importante fortalecer o mercado de base, não só competições, mas também veículos de imprensa. O DaBase.com.br é referência nacional, pode atualizar as informações e gerar oportunidades, como patrocínio”.

“Um exemplo é o feminino. Na última edição, trouxemos a base feminina sub-12, com 15 equipes participantes. Hoje vemos a CBF obrigando os clubes a ter base e profissional. Mas se não olhar lá para baixo, na formação, desde os 10 anos, vai ser difícil ter boas equipes. Esse processo de formação é importante. Não só ter clubes, estrutura, competições, mas também cobertura”, finalizou.

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