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Gabriel Bussinger explica início 100% do Avaí no Brasileirão de Aspirantes e elogia artilheiro Jô

O Avaí é o único clube com 100% de aproveitamento ao fim das quatro primeiras rodadas do Brasileirão de Aspirantes. Chegando à metade da primeira fase, a equipe catarinense vem mostrando futebol intenso, ofensivo e coroando um dos artilheiros do torneio.

Avaí é o único 100% no Brasileirão de Aspirantes. Foto: Divulgação/ Avaí

Líder do Grupo A com doze pontos, o time comandada por Gabriel Bussinger mostra equilíbrio nos números: tem o segundo melhor ataque – dez gols e a terceira melhor defesa – quatro gols. O desempenho, para o treinador, se deve a cinco pontos. Alguns deles vêm de dentro do campo, como ele explica em entrevista exclusiva ao DaBase.com.br.

“Primeiramente, os aletas compraram o modelo de jogo Fizemos uma reunião antes de iniciar os trabalhos físicos e apresentamos um modelo com alta intensidade, ofensividade, pressão alta e construção desde o goleiro, e os atletas compraram a ideia. Eles estão entregando muita intensidade, se dedicando muito nos treinamentos. Transformamos os comportamentos do treino em jogo e o coletivo ficou mais forte”, explicou.

“Também há a qualidade dos atletas. Apesar de jovem, o grupo é equilibrado, com boa qualidade, uma média de idade de 21 anos. E exploramos a identidade com a cultura do clube, com atletas que têm raça, intensidade, entrega nas transições, e desenvolvemos quem não tinha esse perfil”.

O extracampo também tem papel fundamental no início 100% do Avaí. Segundo Bussinger, o apoio da diretoria e as condições criadas para a preparação da equipe são fundamentais no desenvolvimento em campo.

“Temos continuidade. O Avaí já vai para o terceiro ano consecutivo na competição e, mesmo com jovens, já tem a experiência nesse torneio. O clube tem apostado nesse projeto de aspirantes, revelando profissionais e atletas”, disse.

“Além disso, fizemos  uma pré-temporada na qual desenvolvemos princípios de liderança no grupo, comportamentais e mentais, uma mentalidade grande, de um grupo que poderia arrancar bem vencendo os times de Série A nas primeiras rodadas. Também utilizamos o campo 1 (do CT), semelhante ao da Ressacada, desenvolvendo o toque de bola. Foram 25 sessões de treinamento em cinco semanas, com treinos e amistosos para desenvolver nosso modelo”, completou o treinador.

Gabriel Bussinger destacou pontos fortes do Avaí. Foto: Alceu Atherino/ Avaí FC

“Somos um time de taque, vertical, rápido, que propõe desde o goleiro, com bola no chão. Conseguimos ser mais objetivos. Fazemos pressão alta e exploramos a qualidade das bolas paradas, que treinamos em três das cinco sessões semanais” – Gabriel Bussinger.

O estilo ofensivo e intenso do time catarinense proporciona não só o futebol coletivo, mas também o s destaques individuais. Um deles é o atacante Jô, de 21 anos. O jovem marcou gol em todas as partias e, com quatro bolas na rede, é um dos artilheiros do Brasileirão de Aspirantes. Segundo o treinador, o jogador tem grande mérito em seu desempenho, já que comprou a ideia do time e tem evoluído cada vez mais nos treinos.

“O primeiro mérito é do atleta. O Jô é altamente qualificado, tem uma finalização excelente. Quando começamos, fizemos entrevistas com todos os jogadores e, com ele, a conversa durou mais de duas horas. Pude conhecê-lo bem, e ele comprou a ideia de pressionar, se entregar na fase ofensiva, defensiva, nas transições. Ele rouba muitas bolas e tem sido beneficiado com a pressão alta fazendo gols. O Jô tem evoluído muito nas bolas paradas e se adaptado a esses fatores”, comentou.

Com um caminho trilhado para chegar à próxima fase do torneio, Gabriel Bussinger vê uma possível conquista como consequência. Para ele e para o clube, o objetivo da categoria sub-23 é fornecer atletas ao profissional e possibilitar vendas, sustentando o Avaí dentro e fora d campo.

“O objetivo da categoria é fornecer e vender atletas. Ser campeão será consequência. Colocamos uma meta que até fevereiro de 2021 teremos, pelo menos, dez atletas à disposição do professor Geninho no profissional. Três já estão, a meta é de mais sete, quem sabe uma venda, dando um retorno financeiro além de esportivo. Cada atleta que ascende é uma contratação a menos, gerando economia. A categoria não tem apenas autossustentação, mas também gerado superavit ao clube”, concluiu

O Avaí volta a campo pela quinta rodada do Brasileirão de Aspirantes nesta quinta (05), às 15h, diante do Santa Cruz, no Arruda.

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