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Educação, família e metodologia humanista: técnica vice-campeã do Brasileirão Feminino Sub-16 explica sucesso do Minas Brasília

Desconhecido do público que acompanha apenas o futebol masculino, o Minas Brasília já é figurinha carimbada nas competições femininas. Em 2020, a equipe mostrou sua força também nas categorias de base, ao ficar com o surpreendente vice-campeonato do Brasileirão Feminino Sub-16.

Ana Paula Malmonge será auxiliar da equipe sub-18 no Brasileirão. Foto: Adriana Fontes/ CBF

A alcunha de surpresa, inclusive, foi apontada pela própria comandante do time no torneio. Ana Paula Malmonge falou com exclusividade ao DaBase.com.br e considerou o desempenho da equipe como ótimo.

“A nossa campanha foi ótima, conseguimos conquistar os objetivos passo a passo dentro e fora de campo. Foi surpreendente como nos superamos durante a competição”, disse.

O Minas fechou sua campanha com três vitórias, um empate e uma derrota, justamente na final, diante do Internacional. Foram dez gols marcados e cinco sofridos, com destaque para a atacante Nathália, que marcou seis vezes e foi a artilheira isolada do torneio.

Os destaques individuais são frutos de um trabalho coletivo, baseado não só no que corre dentro de campo, mas principalmente fora das quatro linhas. A técnica explicou que o foco é a educação e a família, utilizando o futebol como uma ferramenta de desenvolvimento humano.

“Os princípios maiores são a família e a educação, por isso prezamos nossa parceria com a Rede Certo de Ensino e o apoio familiar. Em relação a questão tática, prezamos pela autonomia dentro de campo e sempre valorizando o grupo. Aplicamos a metodologia humanista, vendo a atleta como um todo e não só mais uma dentro de campo, por isso achamos a parte de extracampo muito importante”.

Mini Minas ficou vom o vice-campeonato do Brasileirão Feminino Sub-16. Foto: Adriana Fontes/ CBF

Esse trabalho também é voltado para a cidade de Brasília. Segundo Ana Paula, o clube prioriza jovens jogadoras da capital federal, fortalecendo a relação com o público local.

“Nós valorizamos muito a cidade e a família, por isso buscamos na maioria das vezes atletas oriundas da cidade, pois achamos de suma importância, pela idade delas, estarem perto do apoio familiar. Adotamos uma metodologia humanista, como citado acima, pois prezamos o ser humano como um todo, onde englobamos a autonomia dentro de campo e a disciplina fora dele”, explicou.

O desenvolvimento das categorias de base também visam dar oportunidades para as jovens crescerem na modalidade. Com o time principal presente na Primeira Divisão desde 2019, o projeto é utilizar as atletas nas categorias superiores e torná-las profissionais.

“Não só elas, como outras meninas, temos a pretensão de trabalhá-las pra estarem subindo de categoria até chegarem à equipe principal”, ressaltou.

“Acredito que os maiores desafios do futebol feminino de base sejam o investimento e a visibilidade. Categorias de base são o futuro profissional, então temos que investir sim e trabalhar a partir da juventude”.

Por fim, Ana Paula já projeta os próximos compromissos do Minas Brasília na temporada. Ela assumiu o cargo de auxiliar técnica da equipe sub-18, que disputará o Brasileirão da categoria no início deste ano, e acredita em uma campanha sólida.

“As expectativas são altas, esperamos fazer uma boa campanha, alcançar nossos objetivos e dar oportunidade de vivência para as atletas”, finalizou.

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