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Coordenador da base do Vitória valoriza formação acadêmica para o cargo

A gestão do futebol brasileiro vem passando por transformações nos últimos anos, nas quais a formação acadêmica e o profissionalismo tem sido cada vez mais valorizados. Com isso, novos nomes assumem cargos importantes, como é o caso de Émerson Melo. O ex-jogador buscou qualificação e hoje valoriza essa formação como coordenador da base do Vitória e falou com exclusividade ao DaBase.com.br.

Émerson Melo une formação acadêmica e experiência dentro de campo. Foto: Maurícia da Mata

Melo acumula passagens na dupla Ba-Vi como zagueiro, nos anos 90, além de Grêmio, Japão e interior de São Paulo. Mas para chegar ao cargo de coordenação no Rubro Negro Baiano, foi preciso muito estudo. Após o fim da carreira, ele se formou em Direito e cursou Pós-Graduação em Direito e Processo Trabalhista e Direito Desportivo.

Para Émerson, a formação acadêmica tem sido mais valorizada na gestão do futebol brasileiro. “As direções dos clubes perceberam que deveriam cada vez mais investir na capacitação para crescer . Assim como os órgãos responsáveis pelo futebol brasileiro que começaram a profissionalização, ofertando cursos para formar novos profissionais para o mercado e, consequentemente, ajudar na reconstrução do futebol brasileiro como um todo “, afirmou.

Na visão do coordenador, a experiência de fora de campo é mais importante que as de dentro das quatro linhas, que servem apenas como exemplos para os atletas. “Para administrar uma base como a do Vitória, é preciso muito estudo e qualificação profissional. Uso minha experiência e exemplo como atleta pra mostrar aos garotos que para vencer é preciso muita dedicação e força de vontade. E que a educação pode e deve caminhar lado a lado com a profissão de atleta que escolheram”, explicou .

No Vitória desde agosto de 2019, Émerson vive os desafios da primeira experiência no cargo em meio a um dos momentos mais difíceis dos últimos tempos. A pandemia do novo coronavírus paralisou todas as atividades da base rubro negra. Os atletas seguem com treinamentos diários e acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais. Segundo ele, não é possível fazer previsões para a área enquanto não houver definições no time profissional.

“Temos discussões diárias, mas se não temos respostas  para o profissional, também não teremos para a base. Precisamos primeiro saber como ficará o retorno do profissional e depois pensarmos na base dentro de todos os protocolos estabelecidos pelas autoridades de saúde. São posições distintas pelo fato da base sofrer pela aglomeração”, analisou o dirigente.

Melhor base da Bahia

O Vitória é dono da melhor base da Bahia e da terceira melhor do Nordeste, segundo o Ranking DaBase. Para manter o desempenho, Émerson utiliza o DNA Vitória como método, com a busca por jogadores identificados com o clube, técnicos e que joguem com muita velocidade. Com profissionais e colaboradores espalhados pelo Brasil, o clube investe na captação e reforça um elenco de cerca de 120 atletas divididos em quatro categorias (sub-14, 15, 17 e 20).

Através de um controle rigoroso e periódico, o Vitória também se atenta à formação educacional dos jovens, vitando a evasão escolar e oferecendo reforço fora dos horários de aula. Dessa forma, os jovens que não tomarem o caminho do futebol profissional podem ter uma chance em outras áreas, já que a transição é sempre um momento delicado, como avalia Melo.

“É um momento importante e delicado . A dificuldade é você conciliar a qualidade do jogador com o momento certo de lançar. O futebol está sempre em evolução, é natural que alguns ficarem pelo caminho. Acredito muito que, com essa crise provocada pela pandemia, todos os clubes terão como solução as suas categorias de base”, finalizou.

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