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Ajuda da CBF não contempla as categorias de base

Em abril, a Confederação Brasileira de Futebol divulgou que destinaria mais de R$ 19 milhões, a título de doação, em função das dificuldades causadas pela pandemia do novo coronavírus. Cada clube que disputa as Séries C e D do Campeonato Brasileiro de Profissionais recebeu um auxílio financeiro direto, assim como os clubes das Séries A1 e A2 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino, totalizando 140 agremiações beneficiadas. Além disso, a CBF decidiu doar para cada uma das Federações Estaduais o valor de cento e vinte mil reais.

Entidade máxima do futebol nacional não olhou para a base (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

“Vivemos um momento inédito, de crise mundial, cuja extensão e consequências ainda não podem ser calculadas. É necessário, portanto, agir com critério e responsabilidade. O nosso objetivo, com essas novas medidas, é fornecer um auxílio direto imediato. Mas, além disso, temos que seguir trabalhando para assegurar a retomada do futebol brasileiro no menor prazo possível, quando as atividades puderem ser normalizadas”, afirmou o presidente Rogério Caboclo, ao site oficial da entidade.

Outras medidas também foram tomadas e uma afeta diretamente o futebol de base. A CBF deu isenção por tempo indeterminado aos clubes das taxas de registro e transferência de atletas (sejam contratos definitivos, de empréstimo, renovação ou rescisão). No entanto, segundo apurado pelo DaBase, vale apenas para profissionais. Com isso, a base, que carece de estrutura financeira em grande parte do país, não obteve a liberação para angariar novos atletas gratuitamente. No caso da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), por exemplo, conforme documento que consta em seu site, para liberação ou transferência de um jogador amador, um clube precisa efetuar um pagamento no valor de 300 reais.

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